07/06/2013

METALLICA - Master of Puppets (1986) [9/10]

"Lashing out the action, returning the reaction
Weak are ripped and torn awaaaay!"


Já falei aqui dos Metallica no seu pior com o "St. Anger" e a atrocidade do "Lulu", em "Master of Puppets" temos algo bastante diferente, temos a época de ouro dos Metallica e um grande álbum de Thrash Metal.

Entre os oito longo temas, temos então instrumentalmente uma excelente exibição de grandes riffs e solos de guitarra de Kirk Hemmett e James Hertfield por toda a parte, um baixo muito competente do falecido Cliff Burton (RIP) e uma bateria bastante agressiva e sem meias medidas de Lars Ulrich... Sempre directa ao assunto. Estavam todos jovens, sedentos pela fama, mas mais importante do que tudo: estavam todos inspirados. Até a voz soa com mais vontade e energia, quase que sentimos um jovem James Hertfield a gritar para o mainstream aqui.

Os dois clássicos que abrem o disco "Baterry" e "Master of Puppets" são sem dúvida, ainda hoje em dia, dois favoritos dos melhores temas dos Metallica. Sempre adorei também a seguinte "The Thing That Should Not Be", um tema mais lento mas repleto de um Groove contagiante. "Welcome home (Sanitarium)" é também outra grande malham, com um refrão bastante cantável e catchy e uma ambiência inovadora que só sabe a Metallica e a mais nada. 

"Disposable hereos", "Leper Messiah", a instrumental "Orion" e "Damage Inc." continuam a destilar peso e melodias memoráveis e continuam aquele que para mim é o melhor álbum dos Metallica.

SIX FEET UNDER - Bringer of Blood (2003) [6/10]

"Assassinada na cave"

"Bringer of Blood" de 2003 foi outro álbum dos Six Feet Under em que alguma peça do puzzle estava em falta. Nada nos soa particularmente mau aqui, mas também nada nos soa particularmente bem. E a indiferença é uma coisa má no que toca a música, é suposto ela causar-nos reacção.

A voz de Chris Barnes é brutal, mas aqui neste álbum ela soa-me particularmente cansada por assim dizer. Não sei se foi da produção, se Barnes estava constipado ou se ele teria fumado muita erva na altura da gravação e queimou a garganta. O instrumental é o que me soa particularmente fraco para uma banda de renome internacional no Death Metal... Existe muita falta de dinâmica nos riffs da guitarra, soa pouco inspirada e sempre a bater na mesma tecla (ou notas).

Apesar de tudo, este "Bringer of Blood" tem alguns momentos mais interessantes e consegue não ser o pior álbum dos SFU. Eis esses momentos:
 - "Amerika The Brutal": Refrão engraçado e catchy, e algum Groove jeitoso.
- "Murdered In The Basement": A mais curta mas a melhor daqui, com umas vozes dobradas no refrão brutais.
- "When Skin Turns Blue": Este aqui com uma ambiência mais negra e sinistra, o tema descola bem e não há nada de errado com ele e é dos que soa melhor também.

SIX FEET UNDER - Graveyard Classics II (2004) [3/10]

E os Six Feet Under brincam ao karaoke... AC/DC em Death Metal?

"Graveyard Classics II" é uma sequela do primeiro álbum dos Six Feet Under inteiramente dedicado a covers. O primeiro volume já tinha sido mau, mas ao menos a banda interpretava covers de vários artistas... Aqui no segundo volume temos os SFU a interpretar o álbum clássico "Back In Black" dos AC/DC por inteiro.

Tendo isso em mente, não pode haver grandes expectativas... O primeiro volume já tinha a cover da "TNT" dos AC/DC, não poderiam ter ficado por aí? Tinham mesmo de gravar por INTEIRO um álbum dos AC/DC? Isto é daquelas coisas que a banda deveria ter guardado para si e não ter metido isto no mercado. Duvide muito que alguém tenha ouvido isto por mais do que umas meras vezes. Eu não o fiz.

Pois bem, temos os 10 temas do álbum original instrumentalmente bastante fiel, o que aborrece ainda mais a coisa. O tempo e velocidade das músicas é quase inalterado, é uma verdadeira seca! Antes tivessem "violado" os temas e terem acelerado muito mais a coisa, era capaz de ter tido mais piada do que isto. É que não sabe a nada...

A diferença maior é a afinação mais grave da guitarra e obviamente a voz que soa quase ridícula em cima destes temas... Imaginem o vozeirão gutural de Chris Barnes dos Six Feet Under e ex-vocalista dos Cannibal Corpse a cantar temas como "Givin The Dog a Bone", "Back In The Black", "You Shook Me All Night Long" ou "Shake a Leg"... Só se for pela piada de ouvir a primeira vez, porque de resto... Não há motivo nenhum para se ter um disco destes em casa. 

HIPOCRISY - Virus (2005) [8/10]

"Virus" veio para infectar.

Décimo álbum de estúdio da banda de death metal melódico e 48 minutos de pura destruição maciça, é uma boa de descrever este vírus. 

Depois de uma pequena introdução de 16 segundos que nada faz pelo álbum e que poderia ser removida, "Warpath" e "Scrutinized" entram a matar sem piedade com bastante peso e muita maturidade... Esta última faixa mencionada a conter um solo de guitarra do convidado Gary Hold dos Exodus (e a ser uma das melhores malhas do disco). A seguinte "Fearless" conta com uns riffs mais melódicos e mostra a faceta mais "Melodic" do Death Metal dos Hipocrisy.

Muitos bons riffs de guitarra são aqui ouvidos nestes temas maduros e bem estruturados. Quase todos eles rodam os quatro minutos e meio e variam muito... Uma boa dose dos riffs de guitarra são mais melódicos, mas outra grande parte são de puro peso, existindo também neste álbum bastantes influências mais Black Metal, onde os riffs são acompanhados por alguns blast-beats na bateria que também está em alta como as guitarras. 

E depois de muitos guturais e berradeira, o último tema do disco "Living To Die", o álbum termina numa toada melódica com vozes limpas até a fazer lembrar por vezes um Ozzy Osbourne. Um tema bastante melódico e muito bom para terminar um disco cheio de peso.
Há bastante Melodic Death Metal, Death Metal e Black Metal aqui. Um disco maduro vindo de uma banda madura que não decepcionou ninguém com "Virus"... Muito pelo contrário.

Pontos altos: "Scutinized", "Let The Knife Do The Talking", "Living To Die"

06/06/2013

CHILDREN OF BODOM - Skeletons In The Closet (2009) [7/10]

De Slayer a Britney Spears... O álbum de covers dos Children.

E depois de 6 álbuns desta banda de Melodic Death Metal com muitas coversa ser usadas como B-Sides e faixas bónus em edições especiais, os Children of Bodom decidem juntar a "tralha" toda num só disco, o que parece boa ideia para os seus maiores fãs. "Skeletons In The Closet" conta com uma dose de versões já lançadas anteriormente e algumas novas. Os Children muitas vezes não se colaram demasiado às originais, o que é uma coisa boa. Deram aos temas um ar mais próprio onde as guitarras, teclados e vocalizações (as limpas) se destacam.

Sobre as covers em si falando, algumas delas parecem ter sido feito mais por brincadeira e diversão da própria banda... "Oops.. I Did It Again", o clássico do pop da Britney Spears parece um bom exemplo disso. Uma versão um pouco improvável, diga-se de passagem. Por muito que os Children of Bodom sejam bons e tenham revertido o tema numa coisa bastante mais audível, não deixa de ser um bocado patético ouvir uma letra daquelas em cima de um tema instrumentalmente aceitável. É a tal coisa, é uma coisa que se ouve uma vez e acha-se piada pela ousadia e improbabilidade... Não passando disso. Prefiro as covers na toada mais séria, tipo a "Mass hypnosis" dos Sepultura (se bem que esta sofre pela produção), "Aces high" dos Iron Maiden ou "Silent Scream" dos Slayer. 

Há bastante variação de artistas que a banda escolheu para dar o seu tributo, temos de WASP a Suicidal Tendencies, de Billy Idol a Poison... E muitas das covers soam-nos numa versão bastante mais "punk" e mexida. Por falar em Punk, uma das versões que mais resultou foi sem dúvida a versão do clássico dos Ramones "Somebody Put Something In My Drink". Está bastante catcHy e conseguida. Para contrariar esta boa versão, uma cover que não me agradou muito foi a sua versão dos Scorpions "Don't Stop At The Top"... Soa-me descabido alguém a gritar cheio de veneno o título da música que me soa tão positivo. A voz podia ter ficado pelos cleans que não são nada maus.

Uma coisa mais para os grandes fãs da banda. Embora tenhamos coisas boas, há outras que para mim não resultaram tão bem. Talvez seja o único disco do mundo em que haja Slayer e Britney Spears escritos no mesmo booklet

RAMMSTEIN - Reise Reise (2004) [8/10]

Os alemães carismáticos na sua boa fase.

Embora não tão bom como o anterior "Mutter", "Reise Reise" espelha ainda uma boa fase dos Rammstein, repleta de boas ideias e temas bem constituídos com riffs e estruturas simples mas repletos melodias épicas e conseguidas.

O tema-título "Reise Reise" abre um disco numa toada melódica e catchy, enquanto que o single "Mein Teil" já puxa um bocado mais pelo peso com riffs de guitarra mais agressivos. Os dois primeiros temas começam bem a coisa, e continuando a escutar tudo, apanhamos mais umas numerosas boas surpresas:

- "Keine Lust": Conta com um groove bastante jeitoso e melodias muito boas mais para o fim.
- "Amerika": O mais comercial e orelhudo, entranha na memória com força.
- "Moskau": O tema lembra-me uns Paradise Lost na época do "Symbol of Life". Este conta com um conseguida introdução de uma voz feminina muito pouco comum e umas linhas de uma coisa que se assemelha com um acordeão (?).
- "Morgenstern": Um tema bastante "escuro" dos Rammstein, com umas teclas bastante conseguidas e um refrão poderoso. Um dos melhores de todo o disco sem sombra de dúvidas.
- "Ohne Dich": Balada bastante bonita onde mostra o lado mais melódico dos Rammstein.

São então estes acima, que na minha opinião são os temas a ter mais em atenção. Um disco bastante positivo e bem produzido dos Rammstein, o melhor deles a par do excelente "Mutter". O que veio a seguir perdeu um pouco a dinâmica e aquele factor de "novidade". "Mutter" e "Reise Reise" era o que aconselharia a qualquer pessoa que os tivesse a descobrir agora.

05/06/2013

PANTERA - Cowboys From Hell (1990) [9.5/10]

E os Pantera ficam sérios...

Este clássico é para mim, para muitos fãs e até para os próprios Pantera o primeiro álbum a sério deles... Foi aqui que tudo começou a ficar sério. Os Pantera abandonam o seu Power/Glam Metal e os seus primeiros quatro álbuns desse estilo, começando do zero com o seu inovador e muito único Groove Metal cheio de pedalada. 

O tema título abre o disco de uma maneira quase bombástica... Após o primeiro de muitos riffs geniais do grande Dimebag Darrel (ainda chamado de Diamond Darrel aqui), rapidamente percebemos que sai-nos a sorte na rifa e que coisas boas virão... E não nos enganamos, os excelentes riffs a rasgar, harmonias e fabulosos solos de guitarra estão por toda a parte.

"Primal Concrete Sledge" mostra logo a importância da maneira como Philip Anselmo inteligentemente coloca as suas vozes nos temas, tornando-os verdadeiramente cantáveis e orelhudos. Uma voz completamente diferente de tudo a que estamos habituados a ouvir... Ora temos vocalizações cleans sujas, ora temos uns agudos bastante poderosos e controlados. Grande voz. 

Em temas como "Psycho Holliday", "Domination" (que solo e breakdown no final!) ou "Shattered" notamos que a bateria de Vinnie Paul é também bastante característica, com o uso de double-bass e de toques panterianos bastante característicos. E apesar de raramente termos os baixistas a brilhar numa banda de Metal, Rex Brown é sem dúvida outra máquina dotada de técnica que muito bem acompanha tudo lá no fundo. Que quarteto que os Pantera foram...

"Cowboys From hell", "Primal Concrete Sledge", "Psycho Holliday", "Domination", "Shattered" são já as excelente malhas mencionadas.... Juntando a mais thrash "Heresy", a magnífica e melódica "Cemetery Gates" (com um gigante duelo no fim entre os guinchos da guitarra e os berros agudos "Gaaaaaaaaaaatess!") e a contagiante "The Sleep", temos aqui já muitas razões para considerar este álbum uma obra prima de todos os tamanhos.

RIP Dimebag Darrel.

04/06/2013

MUDVAYNE - L.D.50 (2000) [8.5/10]

Uma dose letal.

Os trabalhos recentes dos Mudvayne não me despertaram o mínimo de interesse... Os primeiros álbuns são sem dúvida para mim os que mais valem pela sua originalidade e criatividade. Os primórdios Mudvayne não eram só mais uma banda de Nu Metal, eram sim um dos seus maiores valores. 

O disco de estreia "L.D.50" (para muitos o favorito da banda) mostra elementos únicos que cheguem para considerar este um grande trabalho. A voz tanto berrada como limpa é muito boa e diferente, as guitarras conseguem transbordar excelentes ambiências sinistras e ao mesmo tempo muito peso, a bateria está bastante competente e o baixo assume um papel de destaque com linhas bastante dotadas tecnicamente. É capaz de ser um dos álbuns mais técnicos de todo o movimento Nu Metal, género que foi mais conhecido pela sua simplicidade.

São 17 temas, incluindo 5 faixas que servem como interludes instrumentais com ambiências extraterrestres muito boas e 12 malhas bastante originais e potentes, tomando "Dig", "Internal Primates Forever", "-1" e "Death Blooms" como os melhores exemplos.

Uma produção excelente, temas completamente diferentes e sangue novo e sedento pareceram ter sido os principais factores para um excelente primeiro álbum dos Mudvayne.

ANATHEMA - The Silent Enigma (1995) [8/10]

"Um desejo de morte..."

Este é o segundo álbum longa-duração dos Anathema e o primeiro com o guitarrista Vincent Cavanagh a assumir também o papel de vocalista após a saída de Darren White, que deu voz aos anteriores "Crestfallen" (EP), "Serenades" (album) e "Pentecost III" (EP). 

Apesar da mudança para o vocalista que ainda hoje se mantém, os Anathema ainda estavam longe da sonoridade actual e mantinham o seu peso Doom, se bem com elementos mais melódicos que os anteriores trabalhos. Vicent assumiu muito bem o novo papel, com umas vocalizações agressivas e arrastadas com a introdução de algumas spoken words na mesma onda de Darren. Só nos discos seguintes é que ele mostraria a sua voz limpa muito boa, aqui os Anathema ainda estavam "pesados".

Além de melhor produzido que o primeiro álbum "Serenades", a banda mostra também uma maturidade superior com composições longas de alta qualidade e cheias de sentimento. Existe muito peso arrastado do Doom Metal e até algumas influências de Gothic (a lembrar uns Paradise Lost antigos em algumas partes), mas há também muita melodia fenomenal nas guitarras e ambiências arrepiadoras provocadas pelo EBow que tanto gostam de usar. Apesar de ainda bastante pesado, nota-se uma "desaceleração" no peso, uma ligeira mutação para perspectivas mais melódicas que iriam "sugar" os Anathema posteriormente.

"Relentless Oblivion", a balada "Alone..." e "A Dying Wish" são os meus temas preferidos num álbum em que todos eles são de valor.

03/06/2013

AMORPHIS - Black Winter Day EP (1995) [7/10]

Um dia negro de inverno.

Um EP antigo dos Amorphis que tem como principal atracção o tema "Black Winter Day" que já tinha sido editado no anterior disco longa duração intitulado de "Tales From A Thousand Lakes". Continua ainda hoje a ser um grande clássico dos Amorphis, mesmo depois de diversas mudanças de line-up incluindo vocalistas.

Ainda longe da sonoridade actual, estes Amorphis antigos ainda estavam na onda de um Death Metal melódico com uma boa dose de Doom Metal também. O tema-título que abre o EP é uma composição bastante melódica e arrastada onde automaticamente somos advertidos para a importância do trabalho de teclas... Elas são tão importantes quanto as guitarras. 

Segue-se uma curtinha instrumental "Folk of the North" que conta também com uma ambiência bastante boa e "Moon and Sun" e "Moon and Sun pt2: North's Son". A primeira com um feel bastante Doom e a segunda é mais longa e variável, passa por algum peso até chegar a um final bastante melódico e belo.

São 4 temas duns Amorphis old-school, onde as guitarras e teclado destacam-se pelas suas melodias e interligação, enquanto que o baixo e bateria acompanham a coisa sem grandes exibicionismos e uma voz gutural e negra (por vezes até forçada) dão o resto do corpo a toda a sonoridade. 

01/06/2013

SEPULTURA - Nation (2001) [5/10]

A nação sem pica nenhuma.

Segundo álbum da era moderna dos Sepultura com o Derrick Green na voz. "Against" não impressionou muitos, será que "Nation" compensou? Infelizmente não seria antes do seguinte álbum "Roorback" que os novos Sepultura fariam um bom disco.

"Sepulnation" é um opener bastante chato. Começa com um toque de bateria bastante característico de Igor Cavalera e a coisa parece poder ser interessante, mas após pouco tempo já temos vontade que o tema acabe o mais rápido possível. Riffs "catchy" mas repetitivos e chatos. Um tema que berra por uma potência superior que nunca aparece. "Revolt" é um tema todo hardcore que acaba antes de ficar interessante, tem apenas 50 segundos de duração. 

"Border Wars" e "Vox Populi" têm uma ambiência engraçada causada pelas guitarras e refrões groovy interessantes... São para mim, os melhores temas deste disco fracote. A última conta com o melhor solo, a lembrar até uns Slayer com os guinchos usados. 

"One Man Army", "The Ways of Faith" e "Water" contam com uns apontamentos vocais limpos interessantes. Instrumentalmente falando, conta algumas partes bastante boas mas os Sepultura por vezes prolongaram de mais a coisa...  E isso acontece com praticamente todos os temas, as boas ideias perdem-se no meio do vago. Temas como "Uma Cura", "Tribe To a Nation", "Who Must Die", "Saga" e "Reject" continuam o disco de um jeito nada memorável nem muito interessante. Pouco ou nada prevalecem na nossa memória após a audição completa do álbum.

Tal como em "Against", contam-se aqui mais duas participações especiais: Jello Biafra (Dead Kennedys) em "Politricks" e Jamey Jasta (hatebreed) em "human cause". O primeiro tema com Biafra é uma faixa lenta e pouco se passa nela. "Revolt" com Jasta, à semelhança de "Revolt", é um tema hardcore de dois riffs e meio de 50 segundos. Ambos os temas são dispensáveis e nem as participações os tornam mais valiosos. "Valtio" fecha a coisa de um modo instrumental e mais clássico, com a introdução de uma orquestra repleta de ambiências e suspance. Uma espécie de outro que conclui um disco desinteressante e chato.

30/05/2013

DEICIDE - Scars of The Cruxifix (2004) [7/10]

Nenhum clássico... Mas uma boa dose de peso "cruxificante".

"Scars of the Cruxifix" sem dúvida que é um disco bastante acelerado e extremo. O uso de bastantes double-bass e blast-beats na bateria fazem a cama, enquanto que riffs de guitarra impiedosos e vozes guturais bastante "podres" deitam-se em cima dela, desmanchando-a por completo. Apenas os solos de guitarra pomposos vão dando umas melodias esporádicas a temas de violência anormal.

Quase todas as malhas são curtas e bastante directas, não há introduções nem pausas... As nove malhas todas juntas ficam-se pelos vinte e nove minutos. É entrar a matar sem piedade até ao último suspiro. É portanto um Death Metal bastante "mau", não muito técnico nem chique... É tudo mais à base de muito peso e velocidade feroz.

O tema de abertura "Scars of the Cruxifix" abre com um riff que até lembra uns Fear Factory e é sem dúvida o mais catchy. "Fuck Your God", "Enchanted Nightmares" e "From Darkness Come" são também menções honrosas para melhor tema do disco.


SEPULTURA - Against (1998) [6.5/10]

E começam os "novos" Sepultura. 

Primeiro disco dos Sepultura sem o seu adorado front-man Max Cavalera, que por este ano teria mais sucesso de vendas com o disco de estreia dos Soulfly, do que os Sepultura com este "Against". Foi portanto uma fase complicada para a banda que se estava tentando afirmar com Derrick Green, o novo líder. A sonoridade manteve-se mais na linha de "Chaos A.D." e "Roots", com os Sepultura a continuar na aposta do Groove e hardcore mais do que na velocidade e no thrash que anteriormente faziam.

Nos últimos quatro discos dos brasileiros, os temas de abertura foram sempre músicas bastante fortes: "Beneath The Ramains", "Arise", "Refuse/Resist" e "Roots Bloody Roots"... Em "Against" e infelizmente, o tema de abertura não passa de um tema banal e genérico com feel hardcore de 2 minutos (que nada prevaleceu). O single "Choke" tem alguns bons riffs e uma boa percussão, mas perde-se um bocado na repetição e no aborrecimento. Na verdade, isto acontece com quase todos os temas... Pescam-se algumas ideias porreiras mas não há nada que se sobressaia muito. Vai tudo ficando perdido no meio das repetições e os temas tornam-se até um bocado enfadonhos até... Não conseguem cativar, que é coisa que os "antigos" Sepultura sempre fizeram e tão bem. 

De constatar duas participações que os Sepultura fizeram para apimentar um bocado este mal temperado "Against". João Gordo (dos Rastos de Porão) berra em "Reza" num tema bastante curto e hardcore que bem podia pertencer aos Ratos de Porão... Assim como acontece com a outra participação: Jason Newsted (ex-baixista dos Metallica) que se empresta em "hatred aside". Um tema com bastante cheiro a Metallica e ao seu primeiro disco "Kill Em All", quer pelos seus riffs, pela sua atitude e até pelo solo de guitarra.

Apesar de não desgostar das vozes de Green, o meu tema preferido de "Against" é sem dúvida a belíssima instrumental "Kamaitachi". Tem uma ambiência muito boa causada principalmente pela percussão de Igor Cavalera e pelos acordes de Andreas Kisser... São dois grandes músicos mas parecem ter falhado no resto dos temas. Algo falta aqui...

29/05/2013

DEFTONES - Koi No Yakan (2012) [8/10]

Dinâmico, melódico e envolvente.

Longe vão os tempos do Nu Metal em que os Deftones tinham as suas ideias engraçadas mas ainda num estado bastante fóssil e "pouco pensado". Não que "Adrenaline" ou "Around The Fur" não sejam bons discos, mas na minha opinião, a enorme maturidade e dinâmica fez-se sentir mais no seguinte "White Pony" que é para mim um excelente álbum.

O novo disco "Koi No Yakan" mostra uns Deftones em grande forma e sem se prenderem a nenhuma regra ou compromisso... Estão constantemente a inovar. A voz de Chino Moreno continua como sempre bastante característica e diferente de tudo o resto, assim como os acordes invulgares e o excelente trabalho de bateria de Abe Cunningham (que sempre foi também dos pontos fortes dos Deftones).

Os temas estão mais longos e progressivos... Muito maduros e inovadores. O primeiro tema "Swerve City" capturou-me logo a atenção com toda a sua grande ambiência, é bastante simples e ao mesmo tempo muito bom. Os seguintes "Romantic Dreams" e "Leathers" mostram também uma grande maturidade e maior complexidade nas suas estruturas em relação ao primeiro. "Poltergeist" é um favorito também, mostrando aquela faceta mais "chateada" e pesada dos Deftones... Para acalmar os ânimos o tema seguinte "Entombed" é uma calmaria. "Rosenmary" têm também uns ambientes distantes muito bons. São então os seis temas que mais me chamaram a atenção nas primeiras audições.

Os Deftones não dão sinais de fraqueza e ao contrário de muitas bandas que perdem a inspiração, estes aqui continuam a inovar e ainda são capazes de fazer bons discos. Ainda estão para às curvas.

28/05/2013

NAPALM DEATH - Utilitarian (2012) [9/10]

Ambiência catastrófica, como sempre.

Anos após anos e eis que aqui estão os pioneiros do grindcore ainda a vargalhar discos de peso extraordinário e qualidade superior. "Utilitarian" surpreendeu-me bastante, não só pela sua ambiência caótica e agonizante como por alguma inovação e experimentalismo que os Napalm Death deram a alguns dos seus temas.

"Circumspect" é uma brilhante introdução lenta que nos preparara para 15 descargas de brutalidade e muita energia. "Errors In The Signals" rebenta com todo o ambiente sugestivo de "Circumspect" e passa direito ao assunto, assim como todos os sucessores temas. "Everyday Pox" conta com um saxofone muito assustador no meio de todo o peso impiedoso. "The Wold I Feed" é um tema bastante interessante e memorável e conta também com outra inovação nos Napalm Death: O uso de umas vozes limpas muito sinistras a fazer lembrar o Burton C. Bell dos Fear Factory... A lembrar bastante até, quase que sentimentos ele presente na música. Outras vozes muito incomuns são também sentidas em "Fall on Their Swords" ou "Blank Look About Face". "Nome de Guerre" e "Opposites Repellent" tem pouco mais de um minuto e são típicas músicas dos Napalm Death old-school, onde em tão pouco tempo é gerado uma "confusão" e brutalidade imensa, com muitos blast-beats na bateria, riffs muito esganiçados e uma voz muito irritada e detentora de uma potência gigantesca. 

Tudo está em alta aqui. Dos trabalhos mais recentes dos Napalm, este "Utilitarian" é dos que mais gostei por inteiro. 

KORN - Follow The Leader (1998) [8.5/10]

Sigam os líderes do Nu Metal.

A primeira das muitas paranoias deste terceiro álbum dos Korn é as primeiras 12 faixas serem apenas 5 segundos de silêncio. É portanto a número 13 ("It's On") que começa a interessar. Rapidamente descobrimos em "Its On" que este disco está bem melhor produzido que os anteriores "Life is Peachy" e "Korn", o som está bem mais limpo e profissional que as anteriores produções de Ross Robinson.

O êxito "Freak On Leash" é sem duvida uma malha muito bem conseguida, uma inclusão obrigatória em qualquer concerto ao vivo dos Korn. O instrumental está algo industrial e sinistro, enquanto que Jonathan Davis exibe em cima a sua voz limpa característica e muito original.  "Got The Life" tornou-se também um clássico mas nunca gostei muito deste tema, sempre o achei demasiado "alegre" desde que o ouvi pela primeira vez... Contudo é severamente catchy e penetra-nos rapidamente no ouvido (sem de lá sair tão cedo).

"Dead Bodies Everywhere" é uma muito boa malha, repleta de Groove e elementos que só os Korn sabem introduzir. Em "Childreen of The Korn" temos uma sinistra fusão entre o som típico dos Korn e o hip hop (que sempre foi uma influência da banda) de Ice Cube que participa neste tema. "B.B.K." tem uma ambiência bastante boa e refrescante, uma grande malha sub-valorizada de "Follow The Leader". "Pretty" começa bem mas depois vai caindo no aborrecimento, não é das melhores criações daqui. O que também não é das melhores criações é o tema seguinte, estou a falar de "All The Family" que conta com a participação de Fred Durst dos Limp Bizkit. Um tema um bocado acriançado que também nunca gostei muito, com uma espécie de duelo entre as duas vozes que se torna um bocado irritante.

"Reclaim My Place" é "orelhuda", mas as seguintes "Justin" e "Seed" são para mim bem melhores, especialmente a última que é outro tema bastante sub-valorizado deste disco. "Seed" tinha todas as qualidades para se tornar um clássico dos Korn... Porém, é daqueles temas que nunca se fez muito caso. "Cameltosis" é interessante e mistura novamente as influências hip hop com outro rapper convidado, este aqui com uma voz menos esganiçada do que Ice Cube e mais pausada e sinistra. Excelente instrumental nesta penúltima faixa, os Korn conseguem mesmo criar ambiências completamente diferentes. "My Gift To You" termina a coisa de um modo lento, arrastado e groovy. Como faixa escondida há uma cover marada dos Cheech & Chong intitulada de "Earache My Eye".

Existem portanto várias coisas muito boas neste álbum, principalmente a sua ambiência difícil de definir.

Pontos altos: "Freak On A Leash", "B.B.K.", "Justin", "Seed", "Cameltosis"
Pontos baixos: "All In The Family"

KORN - Life Is Peachy (1996) [7/10]

"All Day I Dream About Sex"

Semelhante ao seu álbum de estreia, "Life Is Peachy" é o segundo trabalho dos Korn. Apesar de não ser tão bom, mostra também algumas boas malhas que se vieram a tornar clássicos dos Korn. Os riffs simples e paranóias de guitarras continuam enquanto a percussão e baixo pulsante em slap estão sempre a carregar tudo atrás de um modo bastante competente. A voz de Jonathan Davis aqui mostra a sua vertente mais raivosa mas continua também com muitos cleans

"Twist" é uma autêntica paranóia de introdução... Conta com um um riff simples e 100% Korn e com Jonathan Davis a cuspir ódio sem dizer nada exceptuando a palavra "Twist" no refrão da pequena faixa de um minuto. "Chi" depois arranca de um modo mais sério, uma malha ora lenta ora mais acelerada mas sempre com aquela esgana de uns jovens e originais Korn. 

Depois de mais temas do género de "Chi", encontramos a "Porno Creep", um separador instrumental engraçado e sereno. Parece ter sido sair de um filme de máfia. "Good God" abre depois em grande estilo com um riff bruto cheio de guinchos pelo meio, fazendo regressar todo o peso. "No Place To hide" é muito boa e conta com um refrão bastante cantável e memorável, tal como a perversa "A.D.I.D.A.S." que é sem dúvida uma das malhas mais aclamadas dos Korn. 

Temos aqui também pela primeira vez os Korn a fazerem covers. "Wicked" (dos Ice Cube) com a participação de Chino Moreno dos Deftones e a antiga e encurtada "Lowrider" (dos War) com o guitarrista Brian Welch a cantar. Duas experiências engraçadas. "Ass Itch" é bastante catchy e "Kill You" termina a coisa de um modo agonizante tal como a "Daddy" do anterior disco de estreia.

Embora não supere o antecessor, "Life is Peachy" continua a ser um bom trabalho dos Korn de onde várias coisas boas saíram. Continuaram também a propagar mais malhas completamente originais que apenas soam a Korn e nada mais.

Pontos altos: "Good God", "No Place To hide", "A.D.I.D.A.S", "Ass Itch"

KORN - Korn (1994) [8.5/10]

Um álbum inovador e merecedor de respeito. 

Actualmente falando, os Korn pouco ou nada me dizem... Mas durante a minha adolescência e até antes disso, eles eram como uns ídolos para mim. Este álbum de estreia foi sem dúvida uma besta de originalidade... Não seriam os Korn um dos principais ou talvez os principais responsáveis pela nova moda dos anos 90 a que chamamos de Nu Metal. 

Sem dúvida que os Korn merecem respeito pela sua originalidade. De facto, este álbum tem elementos únicos que fazem dele um clássico... A maneira estranha de como as guitarras são usadas (com afinações graves e repletas de riffs dissonantes e paranóias invulgares), um baixo a ser tocado quase sempre em slap, uma bateria competente com toques diferentes e uma voz limpa e bastante diferente de qualquer outra fazem deste álbum um clássico da nova tendência do metal. Esta tendência viria a trazer muitas bandas boas como os próprios Korn, os Deftones ou osMudvayne, mas também vinha a trazer muita merda também, tomando os Limp Biskit ou Papa Roach como enjoativos exemplos.

Após o clássico "Are You Ready???" do tema de abertura "Blind", somos bombardeados com muito peso original e simplório. Somos apresentados ao novo mundo dos Korn, onde muita gente estava mais que preparada e muitos "metaleiros" mais do old-school não estavam e não compreenderam. "Ball Tongue" e "Need To" são também para mim duas malhas bastantes repletas de bons momentos e com um Groove bastante jeitoso. "Clown" é um clássico agoniante, um tema que nos transporta para uma realidade completamente à parte onde de nos senti-mos uma vítima de bullying sem escapatória. Os conteúdos líricos de Jonathan Davis, como todos sabem, eram quase sempre inspirados em demónios dos seus passados de uma adolescência tremida e agonizante. Não há grande poesia ou ciência nas letras, é puro ódio juvenil. 

"Devine", a malha mais curta do disco, muito me fez vibrar durante vários anos. É um tema bastante simples mas repleto de pedalada e sempre foi uma das minhas músicas preferidas dos Korn. "Shoots and Ladders" é outro ponto alto obviamente, com a inclusão de outro elemento muito único vindo dos Korn: O uso de gaita de foles. Misturado com todo o peso lento, o instrumento dá uma mistura explosiva de originalidade fora do comum, assim como os "ataques líricos" de Jonathan em que ele não diz nada. O último tema "Daddy" chama também logo a atenção com a sua introdução angelical... A paz dura pouco, até porque chegamos mais tarde a uma desolação infinita pelo meio do tema, em que até gemidos de raiva e choro genuíno ouvimos.

Um álbum inovador e merecedor de respeito, uma nova era no Metal completamente diferente do Thrash, Death ou Black Metal. Infelizmente ou felizmente (porque muito do brilho estava-se a perder), penso que hoje em dia o Nu Metal morreu. Tal como o grunge rock por exemplo, foi uma fase que viveu na sua época certa mas que hoje em dia não faria qualquer sentido.

Pontos altos: "Ball Tongue", "Clown", "Devine", "Shoots and Ladders"


SIX FEET UNDER - 13 (2005) [5.5/10]

Safa-se o artwork...

Um álbum fracote dos Six Feet Under, a começar pelo título... "13"? Muito original. "Decomposition of the human race" abre a coisa com o típico death/groove lento dos Six Feet Under, sem nada que nos faça querer ouvir o tema outra vez. E é assim que o sentimento se mantém pelo resto de todos os temas. há falta de bons riffs, de coisas mais cativantes e tudo parece medíocre...

O trabalho de guitarras e bateria deixa muito a desejar, tal como a produção do trabalho... O som parece-me abafado e por vezes não soa bem. A voz de Chris Barnes é, para variar, a maior atracção dos Six Feet Under. O primeiro vocalista dos Cannibal Corpse, mesmo com o passar dos anos, continua a possuir um vozeirão gutural capaz de invocar qualquer demónio. Infelizmente não é suficiente para salvar este "13".

"Rest In Pieces" começa com um ambiente bastante "punk" até, e apesar de não ser nada de genial, é um dos temas que mais gostei daqui. "Wormfood" e "Deathklaat" também tem boas ideias, mas acaba por ser também uma coisa que não prevalece e nem nos dá vontade de ouvir novamente. "Shadow of The Reaper" é a que fica mais na cabeça pelos seus riffs mais catchy's, o que não quer dizer que seja grande coisa também.

Ás vezes parece que a coisa pede por mais velocidade... E infelizmente ela nunca chega. Parece tudo tão lento, tudo a base do mid-tempo. Um álbum sem alma e dispensável.

SOULFLY - Soulfly (1998) [7/10]

A nova era de Max Cavalera.

E eis o primeiro disco da banda que o ex-frontman dos Sepultura criara. Apesar de mais tarde o Max ter regressado às suas origens dos Sepultura com mais influências de Thrash nos Soulfly, este primeiro disco homónimo ainda estava longe disto... É completamente Nu Metal. Soa a uma continuação do "Roots" dos Sepultura, mas soa ainda mais moderno e mais entregue à nova tendência do Nu Metal.

O tema de abertura "Eye For An Eye" que tornou-se num clássico dos Soulfly, conta com um Groove bastante jeitoso ao modo de "Roots Bloody Roots" ou "Refuse/Resist"... Muito simples e ao mesmo tempo muito conseguido, estranhamente cativante... A música consiste apenas 3 riffs, e mais não foram precisos para criar um tema que prevalece. Nem tudo precisa de ser complicado para ser bom. Dino Cazares e Burton C. Bell dos Fear Factory participam neste tema mas são quase despercebidos, não noto nenhum riff assim mais do Dino e as vozes de Burton são quase despercebidas exceptuando por breves segundos nos refrões.

"No hope No fear" é outro tema dos preferidos, repleto de riffs sempre a rasgar e um bom trabalho de bateria de Roy Mayorga (que se faz sentir por todo o álbum). "Bleed" conta com uma participação de DJ Lethal e Fred Durst dos Limp Bizkit, e apesar dos seus convidados que nada me dizem, é um dos melhores temas também.

E é depois de 3 bons temas a iniciar o álbum, a coisa começa a entrar nos pontos fracos. Nunca fui à pala com o tema "Tribe", não sei se pela letra ou pelos riffs que ficam na cabeça mas que não me soam bons. Em "Bumba" Max canta de uma maneira quase "ragga", mas não gosto deste tema também. "First Commandment" tem a participação de Chino Moreno dos Deftones mas nem isso salva o tema também de tão pouco interessante que a música é. Em "Bumbklaatt" a coisa melhora um bocado, um tema engraçado e groovy que parece ter saído do "Roots". Tem uma bateria toda semelhante aos toques de Iggor Cavalera. O tema título "Soulfly" é uma serena balada industrial que se viria a tornar numa tradição em todos os álbuns seguintes: a inclusão de uma balada instrumental (Soulfly II, Soulfly III, etc).

"Umbabarauma" é uma inclusão um bocado ridicula e nunca levei este tema a sério. É uma cover qualquer de um tema sobre futebol com uma letra cantada em português. "Quilombo" e "Prejudice" contam com uma interessante participação de Benji Webbe dos Dub War e Skinlab, dando uma fusão engraçada ao som dos Soulfly com uma voz totalmente diferente. 

"Fire" é outro ponto alto e outro tema que poderia muito bem estar no "Roots", conta com uns riffs malignos e interessantes e uma bateria sempre competente. Pelo meio a coisa cai numa espécie de jam até chegar a um final em estilo de breakdown. "The Song Remains Insane" começa com uma curtíssima cover de "Caos" de Ratos de Porão, passa para uma versão acelerada e hardcore do tema "Atitude" dos Sepultura mas a coisa perde-se pelo meio e não parece ter resultado, acaba por dar em nada e numa repetição irritante do título da música como letra. "No" é um bom tema orientado no Groove, com a participação de Christian Olde Wolbers dos Fear Factory no baixo. "Karmageddon" termina a coisa em espécie de outro instrumental numa ambiência sinistra e cinematográfica. 

É portanto uma estreia da nova era do Max com os Soulfly repleta de altos e baixos, mas com momentos bons suficientes para ser ouvido. São 15 temas aqui presentes... Se tivessem excluído o que estava a mais, provavelmente este disco teria soado bem melhor por inteiro e teria dado uma pontuação superior.

Pontos altos: "Eye For An Eye", "No hope No Fear", "Bleed", "No"
Pontos baixos: "Tribe", "Bumba", "Umababarauma", "The Song Remains Insane"